A Ressurreição da Santificação

Entre as grandes obras da Redenção, encontraremos uma contínua ênfase bíblica sobre a “santificação”. A Escritura aponta para a santificação como a mais proeminente demonstração de nosso interesse em Deus e na comunhão que Ele nos oferece na cruz de Cristo Jesus.

A santificação consiste, basicamente, de duas partes: a mortificação do velho homem e a vivificação do novo homem. Na primeira parte, Deus, por meio da morte expiatória de Cristo, nos oferece a liberdade das algemas do pecado. Já na segunda, por meio da ressurreição de Jesus, Deus nos vivifica a alma, antes morta em delitos e pecados, fazendo-a viva para O buscar e amar.

Podemos resumir a santificação como sendo o processo de mudança de todos os interesses e prioridades da nossa alma, que nos faz desapegar deste mundo e de todas as suas paixões e entregar-nos a Deus como instrumentos de justiça:

“(…) considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; (…) mas oferecei-vos a Deus como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça”
(Rm 6.11 a 13).

Portanto, a ressurreição de Cristo é o início de toda a santificação do povo de Deus, e vai se completando no dia-a-dia do crente que procura
viver segundo a sua nova vida. A esse estilo de vida ressurreto, chamamos de vida em santificação.

A santificação é gradual e deve ser considerada uma prioridade para todos os que amam a Deus e creem que Jesus é o seu Salvador:

“Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor
Jesus que, (…) quanto à maneira por que deveis viver e agradar a
Deus, (…) continueis progredindo cada vez mais; … Pois esta é
a vontade de Deus: a vossa santificação”
(1Ts 4 1 a 3).

Mas o que dizer de um crente que não tem interesse na sua santificação? Bem, pouco se pode dizer sobre alguém assim, mas resumindo:

“segui (…) a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus”
(Hb.12.14).

Particularmente, não creio que exista um crente que não tenha
nenhum grau de santificação em sua vida, alguém assim deve urgentemente considerar a veracidade de sua confissão cristã. Um grande desinteresse pela própria santificação só pode ser considerado um grande desinteresse por Deus:

“…quem rejeita estas coisas, não rejeita o homem e sim a Deus”
(1Ts 4.8).

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