A Necessidade de Orar Para Evangelizar

Sabemos que o evangelho é o poder de Deus para a conversão de pecadores a Cristo. A salvação vem pelo ouvir da Palavra de Deus e isso deve nos compelir a orar muito para que a Palavra de Deus seja anunciada com grande qualidade, claridade e fervor.

Seja um missionário, pastor, evangelista de rua, um irmão falando de Cristo para o seu vizinho ou parente, qualquer pessoa que deseja anunciar a Cristo a alguém ou a uma pequena multidão, até mesmo para um estádio inteiro, o que se espera é que tais pregadores discirnam que o poder do evangelho não está na sua capacidade como obreiro, mas na Palavra de Deus. Por isso, todo evangelista precisa orar para anunciar a Palavra de Deus com intrepidez, correção e poder.

Anunciar o Evangelho não é apenas a divulgação de Cristo, ou de uma religião. A pregação da Palavra é como ir adiante em uma guerra contra o pecado, é invadir o Reino das Trevas com a Luz. Às vezes, não percebemos, mas anunciar a Cristo a uma pessoa é romper uma fronteira perigosa, onde o inimigo domina e a única arma capaz de derrotá-lo está em suas mãos e em suas palavras.

Nenhum soldado iria entrar no território inimigo sem se preparar adequadamente, sem se municiar com o melhor equipamento, tanto de ataque, quanto defesa. Por mais capaz que seja o obreiro cristão, por mais que conheça os textos bíblicos e que seja hábil para lidar com controvérsias, não pode achar que tem o suficiente para romper grilhões tão poderosos, quanto os do pecado e do inferno. Por isso, a oração não é somente um passo, mas é o início fundamental de qualquer evangelismo.

Outro aspecto importante da necessidade da oração no evangelismo é que a oração é o único recurso que nos leva ao Altíssimo para lhe rogar que abra o coração dos homens aos quais falamos.

Quando oramos, pedindo que nos dê intrepidez, correção e poder na pregação, damos apenas o primeiro passo. Poderemos ter  qualidades pessoais e na mensagem e ninguém se voltar a Cristo, pois os homens são de coração duro para a mensagem que pregamos. Spurgeon dizia: “Se não podemos persuadir os homens a favor de Deus, havemos de, pelo menos, esforçar-nos para persuadir Deus a favor dos homens”, para tal, a oração é o único recurso possível.

Rev. José Maurício Passos Nepomuceno

A Ressurreição da Santificação

Entre as grandes obras da Redenção, encontraremos uma contínua ênfase bíblica sobre a “santificação”. A Escritura aponta para a santificação como a mais proeminente demonstração de nosso interesse em Deus e na comunhão que Ele nos oferece na cruz de Cristo Jesus.

A santificação consiste, basicamente, de duas partes: a mortificação do velho homem e a vivificação do novo homem. Na primeira parte, Deus, por meio da morte expiatória de Cristo, nos oferece a liberdade das algemas do pecado. Já na segunda, por meio da ressurreição de Jesus, Deus nos vivifica a alma, antes morta em delitos e pecados, fazendo-a viva para O buscar e amar.

Podemos resumir a santificação como sendo o processo de mudança de todos os interesses e prioridades da nossa alma, que nos faz desapegar deste mundo e de todas as suas paixões e entregar-nos a Deus como instrumentos de justiça:

“(…) considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; (…) mas oferecei-vos a Deus como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça”
(Rm 6.11 a 13).

Portanto, a ressurreição de Cristo é o início de toda a santificação do povo de Deus, e vai se completando no dia-a-dia do crente que procura
viver segundo a sua nova vida. A esse estilo de vida ressurreto, chamamos de vida em santificação.

A santificação é gradual e deve ser considerada uma prioridade para todos os que amam a Deus e creem que Jesus é o seu Salvador:

“Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor
Jesus que, (…) quanto à maneira por que deveis viver e agradar a
Deus, (…) continueis progredindo cada vez mais; … Pois esta é
a vontade de Deus: a vossa santificação”
(1Ts 4 1 a 3).

Mas o que dizer de um crente que não tem interesse na sua santificação? Bem, pouco se pode dizer sobre alguém assim, mas resumindo:

“segui (…) a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus”
(Hb.12.14).

Particularmente, não creio que exista um crente que não tenha
nenhum grau de santificação em sua vida, alguém assim deve urgentemente considerar a veracidade de sua confissão cristã. Um grande desinteresse pela própria santificação só pode ser considerado um grande desinteresse por Deus:

“…quem rejeita estas coisas, não rejeita o homem e sim a Deus”
(1Ts 4.8).